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Biblioteca Nacional - Jorge Ferreira de Vasconcelos - Um olhar 500 anos depois
Publicada em 02-09-2015
A Biblioteca Nacional assinala o V centenário de Jorge Ferreira de Vasconcelos (1515-1585) com uma exposição na sua Galeria do Auditório de segunda a sexta das 9h 30m às 19h 30m e ao sábado das 9h 30m às 17h 30m.

A Biblioteca Nacional assinala o V centenário de Jorge Ferreira de Vasconcelos (1515-1585) com uma exposição na sua Galeria do Auditório de segunda a sexta das 9h 30m às 19h 30m e ao sábado das 9h 30m às 17h 30m. Silvina Pereira é a Comissária e a organização conjunta pertence ao Teatro Maizum e à B.N.

A exposição integra documentos das chancelarias régias sobre a actividade de Jorge Ferreira de Vasconcelos nastesourarias reias, edições da Comedia Eufrosina» (1555) e do «Memorial das proezas da segunda távola redonda» (1567), o manuscrito da «Comedia Aulegrafia» existente na Real Biblioteca de Madrid, sucessivas edições de Jorge Ferreira de Vasconcelos, traduções castelhanas da «Comedia Eufrosina» (1628, 1735, 1911), fotografias de cena, cenários, figurinos, adereços, dramaturgias editadas, programas, cartazes, materiais promocionais, cadernos de imprensa dos espectáculos produzidos pelo Teatro Maizum com os textos de Jorge Ferreira de Vasconcelos.

Este autor, que viveu no tempo de Camões, tinha a particularidade de não assinar as suas comédias. Viveu entre o pó e a posteridade e Diogo de Teive dedicou-lhe um epigrama sobre a sua fama efectiva e a relativa fama dos seus contemporâneos. Mais tarde Teófilo Braga refere que encontrou na «Eufrosina» uma anotação sobre ao hipótese deste autor ter nascido em Lisboa mas o texto não está assinado. O autor teve obras proibidas pela Inquisição em 1561, 1564, 1581 e 1624 mas nunca parou.

Morreu-lhe um filho em Alcácer Quibir mas transformou a tragédia em comédia e continua a afirmar-se como um homem inteligente, iconoclasta, capaz de conhecer os problemas dos homens e das mulheres do seu tempo, mantendo uma coragem que não era pequena para desancar pela sátira o descalabro da Corte e da Cidade de Lisboa por esse tempo de quinhentos, afinal tão próximo do nosso tempo.