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Espectáculos
Gilgamesh 1983
De Pedro Támen

Ficha artística

  • Tradução e adaptação: Pedro Támen
  • Direcção: Adolfo Gutkin
  • Cenografia: Nuno Câmara Pereira
  • Figurinos: Ana Vieira
  • Música: Carlos Frederico
  • Direcção Vocal: Francisco D'Orey
  • Fotografia: Luís Carvalho
  • Cartaz: Margarida Dias Coelho
  • Intérpretes: José Lopes, José Lopes, Luís Gamito, Silvina Pereira, Helena Lucas, Paula Freitas, Ávila Costa, De Lara, Carlos Paula Vasconcelos

Participação no Festival Internacional de Stiges

Cartaz

Imprensa

 

As palavras dos outros

"Gilgamesh foi o texto de que o poeta Pedro Támen fez uma notável versão, que o Maizum escolheu para o seu novo espectáculo"

Carlos Porto, Diário de Lisboa

"A cenografia de José Nuno da Câmara Pereira, é poderosa, ajuda a criar todo um ambiente"

Fernando Midões, Diário Popular

Textos

E assim foi que Gilgamesh seguiu a estrada do Sol até ao Levante, através da montanha.

Quando caminhou uma légua a escuridão tornou-se espessa em seu redor e não havia luz, não podia ver nada nem à frente nem atrás de si.

Passadas duas léguas a escuridão era espessa e não havia luz, não podia ver nada, nem à frente nem atrás de si.

Passadas três léguas a escuridão era espessa e não havia luz, não podia ver nada, nem à frente nem atrás de si.

Passadas quatro léguas a escuridão era espessa e não havia luz, não podia ver nada, nem à frente nem atrás de si.

Ao fim de cinco léguas a escuridão era espessa e não havia luz, não podia ver nada, nem à frente nem atrás de si.

Ao fim de seis léguas a escuridão era espessa e não havia luz, não podia ver nada, nem à frente nem atrás de si.

Depois de ter andado sete léguas a escuridão era espessa e não havia luz, não podia ver nada, nem à frente nem atrás de si.

Depois de ter andado oito léguas, Gilgamesh deu um grande grito porque a escuridão era espessa e não havia luz, não podia ver nada, nem à frente nem atrás de si.

Passadas nove léguas, sentiu o vento norte no rosto mas a escuridão era espessa e não havia luz, não podia ver nada, nem à frente nem atrás de si.

Passadas dez léguas o fim estava próximo.

Passadas onze léguas apareceu a madrugada.

Ao fim de doze léguas o Sol surgiu.

Pedro Támen