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Espectáculos
Garrett - Uma Cadeira em S. Bento 1999
Texto de Almeida Garrett
Garrett regressa ao Parlamento. o resultado é um patchwork, por vezes enaltecedor, outras cómico, quase sempre mordaz e actualíssimo.

Ficha artística

  • Texto: Almeida Garrett
  • Direcção e Dramaturgia: Silvina Pereira
  • Cenografia: Lourenço Vicente e Francisco Teixeira Bastos
  • Figurinos: Stefanie Flörk
  • Música: Paulo Maria Rodrigues
  • Desenho de Luz: Clemente Cuba
  • Intérpretes: Júlio Martín, Isabel Fernandes, Rui Pisco, Afonso Melo, Margarida Rosa Rodrigues, Amândio Pinheiro, Nuno Meireles

Cartaz

Imprensa

  

As palavras dos outros

"Garrett regressa ao Parlamento. "o resultado é um "patchwork", por vezes enaltecedor, outras cómico, quase sempre mordaz e actualíssimo. Como quando, na qualidade de Inspector Geral dos Teatros, é acossado por artistas que mendigam subsídios; ou quando se insurge contra os maus hábitos que o Recta Pronúncia incute aos seus discípulos com as suas inclinações afrancesadas e patéticas. " Se o Conservatório resiste a ridículos destes não há poder que o mate", dirá Garrett a propósito - mesmo no final da peça se brinca com a transferência daquela escola de teatro (que ele fundou) para a Amadora."

Elizabete Vilar, Público

Lançando um olhar objectivo sobre Garrett uma cadeira em S. Bento se configura como do maior interesse, a vários níveis e títulos. Não por acaso Silvina Pereira até hoje sempre se alheou com honra e proveito artístico da "má moeda que expulsa a boa", brocardo monetário insignificante extensível ao Teatro. Garrett uma cadeira em S. Bento é bem executado pelos actores, tem interesse (seria bom que a maioria medíocre dos políticos portugueses actuais visse este espectáculo, e, depois se tornasse leitor de Garrett: Interioridade profunda de Júlio Martín (em Garrett) ligada a muitíssima sensibilidade.

Fernando Midões, Diário de Notícias

De facto, quem vê o espectáculo não pode evitar o espanto perante a figura gigantesca de o Garrett político, poeta, guerrilheiro, dramaturgo, orador, animador cultural, tribuno e não só. A re-estreia do espectáculo no Palácio Foz com o seu palco neo-clássico e dourado, constitui uma bela moldura para esta nova epifania do mais mavioso poeta romântico.

Manuel João Gomes, Público